ESG

IFRS S1 e S2: o que muda em 2026 e como as empresas devem se preparar 

Written by Isabella Trevison

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IFRS S1 e IFRS S2 conectando relatórios de sustentabilidade, governança corporativa e indicadores financeiros em 2026

A adoção das normas IFRS S1 e IFRS S2 marca um novo momento na evolução do IFRS e dos relatórios corporativos. A partir de 2026, empresas brasileiras impactadas pela regulação precisarão apresentar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade com padrão internacional, comparabilidade e rastreabilidade. 

O movimento liderado pelo ISSB IFRS consolida a convergência entre desempenho financeiro e riscos ESG. Mais do que uma obrigação regulatória, trata-se de uma transformação estrutural na forma como organizações reportam governança, riscos climáticos e impactos estratégicos. 

Neste artigo, você entende o que muda com as normas IFRS de sustentabilidade e como sua empresa deve se preparar. 

O que é o IFRS e por que ele evoluiu para S1 e S2 

O IFRS nasceu como um conjunto de normas contábeis voltadas à padronização de demonstrações financeiras globais. No entanto, o aumento da pressão por transparência ESG levou à ampliação desse escopo. 

O papel do ISSB na padronização global 

International Sustainability Standards Board foi criado para desenvolver padrões globais de divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade. O objetivo é garantir comparabilidade e consistência entre empresas e mercados. 

Com isso, o ISSB IFRS lançou dois novos padrões: IFRS S1 e IFRS S2. 

Diferença entre IFRS contábil e IFRS de sustentabilidade 

O IFRS tradicional regula demonstrações financeiras. Já o IFRS S1 e o IFRS S2 exigem que empresas divulguem riscos e oportunidades relacionadas à sustentabilidade que possam afetar seu desempenho financeiro. 

A mudança é clara: sustentabilidade deixa de ser relatório isolado e passa a integrar a lógica financeira da organização. 

O que é o IFRS S1 

O IFRS S1 estabelece diretrizes para divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade de forma ampla. 

Divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade 

Empresas devem explicar como fatores ambientais, sociais e de governança influenciam suas estratégias, riscos e resultados. 

Conexão entre riscos ESG e desempenho financeiro 

A norma exige que a organização demonstre como riscos ESG podem impactar receita, custo de capital, fluxo de caixa e continuidade do negócio. 

Isso eleva o nível de responsabilidade da alta liderança e do conselho. 

O que é o IFRS S2 

O IFRS S2 trata especificamente de riscos e oportunidades climáticas. 

Riscos climáticos, oportunidades e impactos financeiros 

Empresas devem identificar riscos físicos e de transição associados às mudanças climáticas e demonstrar seus efeitos financeiros. 

Governança, estratégia e métricas exigidas 

A norma exige clareza sobre: 

  • Estrutura de governança climática 
  • Estratégia para mitigação e adaptação 
  • Indicadores e metas mensuráveis 
  • Processos de monitoramento 

A exigência de métricas consolidadas torna a estrutura interna decisiva. 

O que muda na prática para as empresas a partir de 2026 

A adoção dos IFRS S1 e S2 altera profundamente a dinâmica de reporte. 

Ampliação da responsabilidade da alta liderança 

Conselho e diretoria passam a responder diretamente pelas informações divulgadas. 

Integração entre finanças, sustentabilidade e governança 

Relatórios deixam de ser responsabilidade exclusiva da área ESG. Finanças, jurídico e compliance precisam atuar de forma integrada. 

Pressão por dados auditáveis e consistentes 

Planilhas descentralizadas deixam de ser suficientes. É necessário histórico estruturado, evidências documentadas e rastreabilidade. 

Quais empresas serão mais impactadas pelos IFRS S1 e S2 

A adoção dos IFRS S1 e S2 não afetará todas as empresas da mesma forma, mas o impacto tende a se expandir rapidamente. Embora a exigência regulatória inicial recaia sobre determinados perfis corporativos, a dinâmica do mercado e a pressão de investidores ampliam o alcance dessas normas. Entender quais organizações estarão mais expostas é essencial para antecipar ajustes e evitar riscos de não conformidade. 

Empresas listadas e de capital aberto 

Companhias abertas estarão entre as mais impactadas, principalmente aquelas expostas a investidores internacionais. 

Cadeias globais, financiamentos e investidores institucionais 

Mesmo empresas não listadas podem ser pressionadas por financiadores e parceiros estratégicos que adotam padrões internacionais. 

Na prática, os IFRS S1 e S2 ultrapassam o limite das empresas formalmente obrigadas. O movimento regulatório influencia cadeias produtivas, financiamentos e decisões de investimento. Organizações que se antecipam e estruturam seus processos de governança e reporte estarão mais bem posicionadas em um ambiente de transparência crescente e padronização global. 

Principais desafios na adoção dos IFRS S1 e S2

 A adoção dos IFRS S1 e S2 envolve muito mais do que compreender os textos normativos. O verdadeiro desafio está na capacidade operacional da empresa em transformar exigências regulatórias em processos estruturados. Na prática, a implementação revela fragilidades internas que muitas vezes permaneciam invisíveis até então. 

Coleta e consolidação de dados 

Empresas enfrentam desafios na integração de dados ambientais, sociais e financeiros. 

Falta de processos e controles estruturados 

Sem fluxos definidos, a consolidação se torna vulnerável a erros. 

Riscos de não conformidade 

Inconsistências podem gerar exposição regulatória e perda de credibilidade. 

Os desafios na adoção dos IFRS S1 e S2 evidenciam um ponto central: conformidade depende de estrutura. Empresas que ainda operam com dados dispersos e controles informais enfrentarão maior complexidade, risco regulatório e exposição reputacional. Por outro lado, organizações que fortalecem governança, integração de dados e rastreabilidade transformam a exigência normativa em vantagem estratégica. 

Como a governança corporativa apoia a adoção dos IFRS 

A implementação dos IFRS S1 e S2 exige uma base sólida de governança corporativa. Sem estrutura decisória clara e supervisão ativa, a organização dificilmente conseguirá sustentar o nível de transparência e consistência exigido pelas normas. Nesse contexto, governança deixa de ser conceito e passa a ser condição operacional para conformidade. 

Papel do conselho e dos comitês 

O conselho precisa supervisionar riscos ESG com o mesmo rigor aplicado às finanças. 

Rastreabilidade, decisões e prestação de contas 

A adoção das normas IFRS de sustentabilidade exige registro estruturado de decisões, evidências e métricas. 

Sem histórico documentado, a empresa perde capacidade de defesa e transparência. 

Quando o conselho assume papel ativo na supervisão de riscos ESG e garante registro estruturado das decisões, a empresa fortalece sua capacidade de prestação de contas. A rastreabilidade das informações não apenas apoia a adoção das normas IFRS de sustentabilidade, mas também protege a organização e seus administradores diante de questionamentos regulatórios e de mercado. 

Como a tecnologia apoia empresas na preparação para os IFRS S1 e S2 

A preparação para IFRS S1 e IFRS S2 exige estrutura operacional. Controles manuais e planilhas isoladas não sustentam o nível de consistência e rastreabilidade exigido pelas normas. 

Empresas precisam: 

  • Centralizar indicadores ESG 
  • Integrar dados financeiros e não financeiros 
  • Organizar evidências documentais 
  • Garantir controle de acesso e versionamento 
  • Produzir relatórios estruturados e auditáveis 

A adoção de uma plataforma especializada permite transformar esse processo em fluxo contínuo, e não em esforço pontual de reporte. 

Presgo atua nesse contexto ao estruturar a gestão e o reporte ESG em um ambiente integrado, que conecta dados, governança e conformidade regulatória. Ao consolidar métricas, organizar evidências e apoiar relatórios alinhados a padrões internacionais, a empresa fortalece sua preparação para os IFRS S1 e S2 com maior segurança institucional. 

Assim, o IFRS deixa de ser tratado como obrigação anual e passa a integrar a estratégia corporativa de transparência e prestação de contas. 

Conclusão 

Os IFRS S1 e IFRS S2 representam um novo padrão global para relatórios de sustentabilidade. A partir de 2026, empresas precisarão demonstrar conexão clara entre riscos ESG e desempenho financeiro. 

A preparação exige governança estruturada, integração entre áreas e tecnologia adequada. 

Organizações que adotarem plataformas especializadas, como a Presgo, terão mais controle, consistência e capacidade de resposta diante das novas exigências regulatórias. 

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